Parque Tecnológico do NF é efetivado em cerimônia na UENF

Com a proposta de unir órgãos públicos, universidades ou centros de pesquisas e empresas de base tecnológica, foi efetivada a criação do Parque Tecnológico do Norte Fluminense (PTNF), na noite desta quarta-feira, dia 26, no Centro de Convenções da UENF. Além da solenidade de fundação, também foram realizadas a assembleia de aprovação de estatutos, eleição e posse da diretoria e do conselho fiscal. A solenidade contou com a presença de autoridades de Campos, Macaé e Quissamã.

O PTNF é Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), com sede provisória na UENF, que tem o intuito de incentivar novas tecnologias, a diversificação da indústria local, a geração de empregos e oportunidades de negócios, com vistas ao desenvolvimento sustentável da região.

Para a eleição da diretoria executiva e do conselho fiscal, foi apresentada uma chapa única, mediante o consenso de todas as instituições que fazem parte do PTNF. Por aclamação, o proponente e coordenador de implantação do Parque, professor Ronaldo Paranhos, da UENF, foi eleito presidente; Vicente de Paula Santos de Oliveira, do Instituto Federal Fluminense (IFF), o vice-presidente; Fernando José Coutinho Aguiar, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), eleito diretor de Tecnologia; Túlio Baita Reis, dos Institutos Superiores de Ensino do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora (Isecensa), o diretor administrativo; Etevaldo Pessanha, da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), como diretor financeiro; e o advogado Rodrigo Klem, da Fenorte, como diretor jurídico.

No conselho fiscal, Rodrigo Lira, representando a Universidade Cândido Mendes (Ucam); Marcos Vinicios Figueira, representando a Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte) e Ricardo Cabral Cruz, da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic).

O primeiro presidente do Parque Tecnológico do Norte Fluminense conta que o projeto do PTNF teve inicio ainda em 2012, quando começaram as discussões para esse fim. Em 2014 foi retomado e concluido e agora, em 2015, enfim, consolidado e efetivado.

— O primeiro desafio nós já vencemos, que foi criar o Parque Tecnológico. Ainda temos outros pela frente, mas tenho certeza de que, com a união e os esforços de todos, em breve, o veremos dando grande contribuição para o desenvolvimento de nossa região. O papel da atual diretoria é implantar o PTNF e iniciar sua operacionalização — disse professor Paranhos.

O reitor da UENF, Silvério de Paiva Freitas, destacou que a criação do PTNF é um momento histórico para o Norte Fluminense. Ele lembrou que, assim como a criação da UENF, a implantação do Parque só foi possível graças à integração de poder público e sociedade.

— O Parque Tecnológico representará a capacidade de integração entre pesquisadores, empresários, órgãos públicos e estudantes. Será um elo entre a tecnologia e as demandas reais de vários setores produtivos de nossa região — apontou o reitor da UENF.

Também assinam a ata de constituição para criação do Parque Tecnológico a Prefeitura de Campos, a Câmara Municipal de Campos, o Centro Universitário Fluminense (Uniflu), o Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Microempresas (Sebrae), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Fundação Benedito Pereira Nunes, a Fundação Norte Fluminense de Desenvolvimento Regional (Fundenor), a Incubadora de Empresas TEC CAMPOS, a Fundação Cultural de Campos, a Sociedade Universitária Redentor e a Câmara Municipal de Quissamã. A Câmara de Vereadores de São João da Barra vota em plenário ainda esta semana sua participação no PTNF.

 

ASCOM UENF  27 de agosto de 2015. Nº 2.335

Sebrae divulga resultado do Edital Cerne

O Sebrae divulgou nesta segunda-feira (24) o resultado do Edital Cerne 01/2015. Lançado em fevereiro deste ano, o edital prevê aporte financeiro total de R$ 28,8 milhões, destinado à implantação do Cerne 1 e do Cerne 2 em incubadoras brasileiras, além da certificação dessas instituições como Centros de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos.

Ao todo, 91 incubadoras foram contempladas, em todas as regiões do país. A partir de agora, os Sebraes estaduais e do Distrito Federal entrarão em contato com as incubadoras para formalizar o Convênio entre as partes.

Fruto de uma parceria entre a Anprotec e o Sebrae, o Cerne é um modelo de gestão que visa promover a melhoria expressiva nos resultados das incubadoras de diferentes setores de atuação. Para isso, determina boas práticas a serem adotadas em diversos processos-chave, que estão associados a níveis de maturidade (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4). Cada nível de maturidade representa um passo da incubadora em direção à melhoria contínua.

Para a presidente da Anprotec, Francilene Garcia, esse é o momento de celebrar a parceria com o Sebrae

a se preparar para mudar o cenário negativo da economia, por meio do apoio ao empreendedorismo e à inovação. “Tem uma parte desse Brasil que dá certo. Vamos focar nos desafios e nas oportunidades desse Brasil para que consigamos retomar nosso crescimento”, afirma.

 

 

 

 

Fonte: Amprotec  24/08/2015

Implantação do Parque Tecnológico do Norte Fluminense acontece no dia 26

Com o foco de atuação nos setores de agropecuária, energia e engenharias/tecnologia da informação (TI), a implantação do Parque Tecnológico do Norte Fluminense (PTNF) já está prevista para o próximo dia 26. A informação é do professor e diretor da Agência Uenf de Inovação, Ronaldo Paranhos. Ele explica que o principal objetivo do empreendimento é preparar a região para a grande demanda de negócios que já estão aportando por aqui.

— Temos consolidado o pólo de petróleo em Macaé e, agora, mais dois grandes empreendimentos: o Porto do Açu e o Complexo Logístico Barra do Furado, que são grandes demandantes de serviços tecnológicos. Mas, a pergunta que nos fazemos é: “a cidade e a região estão preparados para ofertar os serviços para esta demanda?” Não estão. Os empreendimentos vão gerar empregos e terão suas demandas atendidas para operacionalizar, mas serão por empresas locais ou de fora? Campos vai fornecer a esse mercado o cafezinho e a limpeza ou vai fornecer a usinagem de precisão, o controle dos equipamentos, as manutenções, as soluções de TI, de ambiente? — questiona o diretor de Inovação da Uenf.

Paranhos explica que o principal objetivo da implantação do Parque Tecnológico é preparar a região para acomodar este tipo de negócio e existem pontos favoráveis para isso. O primeiro deles é o mercado com alta demanda de serviços. O segundo ponto é a capacitação de mão de obra, que é boa na região.

— Somos um pólo universitário. As pessoas vêm de fora se capacitar aqui, se especializam e vão embora, pois não há empresas para contratação desta mão de obra especializada em tecnologia — disse o professor.

A ideia principal é que o parque, que é composto por 15 instituições, não seja apenas um lugar e sim uma plataforma de desenvolvimento com funcionamento em rede, operando como um habitat para inovação. Em março foi assinado um protocolo de intenções entre as 15 instituições em uma sessão solene na Câmara de Vereadores de Campos. As assinaturas são de universidades públicas e privadas, Prefeitura de Campos, Câmara de Vereadores e entidades do terceiro setor, como Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Fundação Estadual Norte Fluminense (Fenorte) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Ciência à disposição dos empreendedores

De acordo com o coordenador do pólo avançado Norte e Noroeste Fluminense da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), Etevaldo Pessanha, a instituição é uma parceira na implantação do PTNF.

—Hoje, temos os laboratórios do Colégio Agrícola, do Instituto Superior de Educação Professor Aldo Muylaert (Isepam), da Escola Técnica João Barcelos Martins e dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) de Cerâmica e Solda, que disponibilizados para as empresas. Já fizemos vários testes em cerâmicas para o pólo cerâmico do município. Criamos disponibilidade, como o Instituto Federal Fluminense (IFF), a Universidade Cândido Mendes e a Uenf. Temos alunos, professores, demandas e resultados. O pessoal de cerâmica vai lá fazer seus testes, pois temos estrutura e pesquisadores para auxiliar na qualidade do produto final deles. E esse é, cada vez mais, o objetivo. A academia produzir ciência para que a iniciativa privada transforme em negócios e produtos. Assim, todos ganham, pois há transferência do conhecimento para a sociedade e as empresas têm mais credibilidade, por fazer seus testes nos laboratórios de instituições de educação renomadas — explicou Etevaldo.

Para Rodolfo Gama, que é proprietário de uma cerâmica na Baixada Campista, esta parceria entre empresa e universidade é muito importante, mas o consumidor também precisa valorizar a qualidade do produto.

— Utilizei, sim, o laboratório de cerâmica da Faetec e fiz testes nos meus produtos para que eles estivessem dentro da norma — afirma.

Estatuto e diretoria do PTNF foram aprovados

Na semana passada, foram aprovados o estatuto e a definição das instituições que irão compor a diretoria executiva permanente do PTNF. O assunto foi foco de reunião, durante a tarde do último dia 30, na Incubadora de Empresas TEC-Campos, sediada no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), com participação de representantes das 15 instituições que assinaram, em março deste ano, protocolo de intenções para a criação do PTNF.

De acordo com o professor Ronaldo Paranhos, diretor da Agência Uenf de Inovação, o modelo de gestão escolhido para o Parque Tecnológico é o de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). Ele adianta, ainda, que, enquanto o PTNF não ganha uma sede definitiva, haverá uma sede provisória no campus da Uenf.

— O estatuto foi analisado e diretoria executiva formada para que a assembleia de constituição do Parque Tecnológico aconteça no dia 26 de agosto, durante a Feira NF Negócios, que ocorrerá no Centro de Convenções da Uenf — ressaltou Paranhos.

Em paralelo aos últimos detalhes para a efetivação do Parque Tecnológico, haverá o esforço do grupo que hoje o integra para que outros municípios da região participem da mobilização.

 

Simone Barreto
Foto: Valmir Oliveira 

Jornal Folha da Manhã  07/08/2015

Tec Campos fomenta negócios

Um ambiente para abrigar empresas cujos produtos ou serviços estejam relacionados à tecnologia e à inovação. Este é o papel da Incubadora Tecnológica do Norte Fluminense (Tec Campos), que, desde 2008, já incubou mais de 90 empresas, sendo que cinco decolaram e já caminham sozinhas no mercado regional.

A incubadora atende a todas as pessoas que desejam empreender. A única exigência é que o projeto de negócio seja focado em inovação e tecnologia.

— Temos duas possibilidades aqui. Uma é quando a universidade desenvolve pesquisa na área de inovação ou tecnologia e que gera produto. Na incubadora, pegamos todos os envolvidos e ampliamos isso para um negócio rentável. Um exemplo é a pesquisa da Uenf em diamantes. Hoje, temos uma empresa na cidade que produz serras diamantadas, uma pesquisa que saiu de dentro da universidade, virou negócio e que atende toda a indústria de rochas ornamentais no Estado do Rio e Espírito Santo. Temos, também, empresas incubadas que trabalham com inovação na área de adubo — explica o diretor da Agência de Inovação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Ronaldo Paranhos.

A outra modalidade, explica o diretor, é para aquelas pessoas que não estão na universidade, mas que desejam empreender na área de tecnologia e inovação.

— A cidade está crescendo e as demandas de produtos também. Um exemplo é a padaria, que é um negócio tradicional. Vamos supor que o dono queira oferecer produtos feitos com material orgânico, sem glúten, pois percebe que já há mercado local para isso. Isso é inovação e nós incubamos projetos assim aqui, reformulando o negócio já existente e dando novo foco. A inovação é algo amplo, pode-se trabalhar algo que não existe, como também o tradicional, que pode se inovar sempre — conta.

Outra área que a incubadora atende é a de Tecnologia da Informação (TI). De acordo com a gerente da Tec Campos Adriana Crespo, há muita procura desses profissionais que saem dos cursos recém-formados e querem encarar o mercado como empresas.

— Hoje, tudo gira em torno da tecnologia, desde o ambiente doméstico ao empresarial. O mercado regional já tem demanda para softwares específicos para alguma empresa, como os de administração de condomínio ou posto de gasolina, e nós incubamos profissionais que querem ganhar este mercado que só tende a crescer com os grandes empreendimentos que chegam à região — diz Adriana.

De acordo Paranhos, o trabalho é feito em cinco eixos. A pessoa interessada em empreender chega à incubadora e aprende a fazer seu plano de negócio.

— Sem plano de negócio, não tem como dar certo. Nós montamos turmas, uma a duas ao ano, para que a pessoa aprenda a transformar a ideia em um plano de negócio. Isso ele faz ainda como pessoa física. Quando termina o plano de negócio, ele tem dois caminhos: não deu certo e ele pode esquecer aquilo ou ele vai incubar e trabalhar no seu projeto para sobreviver e lucrar no mercado. Aí começa todo o trabalho da incubadora — explica.

A partir daí, o projeto vai virar empresa, com a retirada do CNPJ e uma equipe multidisciplinar.

— Nós somos pessoas especializadas, que estamos de fora fazendo acompanhamentos mensais, trimestrais e semestrais como consultoria para identificar as falhas com o objetivo de que a empresa sobreviva — contou.

As consultorias são nas áreas de Marketing, Finanças, Vendas, Tecnologia e Gestão. Os profissionais são oferecidos pelos oito parceiros que compõem a incubadora. Cada projeto fica na Tec Campos de 2 a 3 anos, desenvolvendo e crescendo o negócio. Após este período, elas são graduadas para o mercado.

Empresa conquista mercado além do estado

Para uma das sócias de uma empresa que produz discos diamantados para corte de mármores e granitos, Camila Skury, não é fácil transformar pesquisa acadêmica em negócio, mas, com a ajuda da Tec Campos, isso foi possível. O projeto chegou à incubadora em 2008, onde se transformou em negócio. De lá para cá, passou a disputar o mercado brasileiro com mais três grandes empresas da área de ferramentas.

— Nós, que viemos do campo da pesquisa, tivemos dificuldades em trabalhar com a indústria, pois uma coisa é testar o produto no laboratório, outra diferente é o teste na indústria. Sem a ajuda da incubadora, não teríamos conseguido. Hoje, atendemos o mercado em vários estados, como Bahia, Espírito Santo e São Paulo, além do Rio de Janeiro — comemora Camila.

A empresa, que produz nove tipos de discos diamantados de 110 mm, teve, este ano, um aumento de produção e de vendas de 100%. Gera cinco empregos diretos e mais de 50 indiretos, além de absorver estagiários de cursos técnicos da Uenf, da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e do Instituto Federal Fluminense (IFF). A perspectiva de Camila é de que, até o fim do ano, mais 10 empregos diretos sejam gerados pela sua empresa.

Iniciativa é terceira do tipo criada na região

Empreendedorismo é a palavra de ordem para o trabalho que nasceu da parceria da Uenf com o IFF, com o apoio de instituições como a Fundação Norte Fluminense de Desenvolvimento Regional (Fundenor), Fundação de Apoio à Educação, Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico Fluminense (Pró-IFF), Universidade Federal Fluminense (UFF), Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), entre outros.

De acordo com o diretor da Ronaldo Paranhos, a Tec Campos é uma incubadora distinta das outras no Estado do rio de Janeiro. Ele explica que a Tec Campos foi a terceira tentativa de instalação de incubadora no Norte Fluminense.

— As incubadoras anteriores estavam confinadas a uma única instituição, como foi o caso da Uenf e da Fenorte. Quando cheguei a Campos, me pediram para e cuidar do projeto. Entendi que as anteriores não deram certo pois cada uma dessas instituições não era grande o suficiente na cidade para manter uma estrutura deste porte. A minha interpretação foi a de que sozinhos não conseguíamos. Então, propusemos parcerias. Agora, todas as oito instituições participantes podem dizer que a incubadora é sua — conta o diretor.

Simone Barreto
Fotos: Michelle Richa 

Jornal Folha da Manhã 02/08/2015